PMEs registram 77% de crescimento no e-commerce em 2025, diz Loggi
Postada em : 16/01/2026
A Loggi, unicórnio brasileiro de logística, lança nesta quinta-feira (15/1) a quarta edição do Mapa da Logística. O relatório, a que PEGN teve acesso com exclusividade, investiga a movimentação de pacotes no Brasil ao longo de 2025, além de trazer um recorte sobre o quarto trimestre. De acordo com o levantamento, as pequenas e médias empresas registraram crescimento de 77% no volume de pacotes transportados, em comparação com 2024.
Isadora Vecchi, diretora de desenvolvimento de novos negócios da Loggi, afirma que o aumento pode ser explicado pela digitalização do segmento e pela agilidade adaptativa, com menos burocracias para as tomadas de decisões.
“Cada vez mais vemos os pequenos empreendedores tendo acesso a soluções que ajudam a competir com grandes players, seja por meio da logística, gestão financeira, ERPs, entre outros. O que antes era muito caro, agora é acessível”, afirma a executiva. A startup não divulgou os números de crescimento de grandes empresas e marketplaces.
O valor médio por pedido de PMEs foi de R$ 215, que é 20% superior a grandes marcas e 43% superior a grandes marketplaces. “Por muito tempo, as pequenas e médias empresas só apareciam sob a luz dos marketplaces, operando dentro deles. Mas os números mostram que eles também conseguem crescer acima do mercado, com suas próprias alavancas para desenvolver os negócios”, acrescenta.
O levantamento aponta que, no período, 67% dos pedidos foram coletados por entregadores da Loggi e 33% foram levados até pontos de recebimento – a modalidade cresceu sete vezes em comparação com o ano anterior. Para a executiva, o Brasil amadurece em direção ao comportamento que já é registrado nos Estados Unidos e na Europa.
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“Muitos pequenos operam de casa, com um pequeno estoque. É mais informal do que imaginamos. Para muitos empreendedores, a coleta não traz conveniência, mas rigidez. O ponto de recebimento traz mais flexibilidade para a operação. Preço e prazo do frete são os principais pontos do e-commerce. Se o frete não for competitivo, dificilmente haverá conversão na venda”, aponta.
Os números também são resultado da expansão da Loggi: em 2025, a transportadora saiu de 1 mil para 1,7 mil pontos de coleta no Brasil, de 12 para 18 estados – de 90 para 194 cidades. “É uma alavanca poderosa para uma base cada vez mais interiorizada. Garantimos acesso a PMEs em regiões que antes não eram atendidos por transportadoras privadas e dependiam do player estatal”, afirma.
A Loggi aponta que, em 2025, o mercado logístico esteve mais distribuído. São Paulo e Minas Gerais concentraram os maiores volumes de envio e recebimento, mas estados como Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Ceará avançaram, indicando descentralização do e-commerce.
Estados com mais envios
| 1º | São Paulo |
| 2º | Minas Gerais |
| 3º | Rio Grande do Sul |
| 4º | Espírito Santo |
| 5º | Santa Catarina |
| 6º | Rio de Janeiro |
| 7º | Paraná |
| 8º | Goiás |
| 9º | Ceará |
| 10º | Bahia |
Fonte: Loggi
Estados com mais recebimentos
| 1º | São Paulo |
| 2º | Minas Gerais |
| 3º | Rio de Janeiro |
| 4º | Bahia |
| 5º | Ceará |
| 6º | Paraná |
| 7º | Santa Catarina |
| 8º | Mato Grosso |
| 9º | Rio Grande do Sul |
| 10º | Goiás |
Fonte: Loggi
O levantamento aponta que as categorias com maior crescimento em 2025 foram óticas (+126%), farmácias (+101%), móveis e decoração (+83%), livraria (+71%), eletrônicos e informática (+56%).
O recorte do quarto trimestre de 2025 mostrou que, na semana da Black Friday foram registrados 57% mais envios do que nas semanas sem datas relevantes no período. Categorias como cosméticos e perfumaria, vestuário e moda, e eletrônicos e informática tiveram maior aumento no consumo. A semana que antecede o Natal também recebeu destaque, com 2,4 milhões de pacotes entregues no Brasil. PMEs cresceram 45% no volume de envios no período.
O Mapa da Logística foi criado a partir da base de dados da Loggi, que atende mais de 22 mil empresas de todos os tamanhos e setores, para mais de 5 mil municípios brasileiros. “Atendemos um espectro amplo de empreendedores brasileiros, dos que tem apenas um pacote para enviar até os grandes players do e-commerce. Isso garante uma amostragem real, com abrangência nacional, sem nichos”, finaliza.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios