Pequenos negócios focam em vendas com ferramentas digitais e contrastam com médias e grandes empresas
Postada em : 26/06/2026
Para os pequenos negócios brasileiros, o principal motivo ao adotar uma ferramenta digital "tudo em um" é direto: vender mais. Segundo a pesquisa Perspectivas Digitais nos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Google, o aumento das vendas é apontado como o resultado mais importante por 57% dos microempreendedores individuais (MEIs) e por 50% das micro e pequenas empresas (MPEs).
Essa mentalidade voltada à geração direta de receita contrasta com a das médias e grandes empresas, cuja prioridade é reduzir custos operacionais (47%), seguida da melhoria na organização do negócio (40%).
"O pequeno negócio que não entra no mundo digital acaba ficando para trás. Hoje o Sebrae atua fortemente na qualificação digital dos pequenos negócios, com cursos de inteligência artificial, comércio eletrônico e gestão digital para ajudar a alavancar as vendas. O fortalecimento de pequenos negócios resulta em mais emprego e renda para os brasileiros", afirmou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Em linha com a vontade de faturar mais, Marketing e Vendas foi apontado como a prioridade para receber novos investimentos em tecnologia digital nos pequenos negócios — 40% dos MEIs e 35% das MPEs. Já as médias e grandes corporações preferem investir em Operações Internas (32%), deixando a área comercial em segundo plano (26%).
Os dados mostram que, enquanto as empresas maiores buscam otimizar processos e cortar despesas, a base do empreendedorismo vê na tecnologia uma forma de captar clientes e ampliar mercados.
Físico ainda domina, mas pequenos se abrem ao online
A forma como cada empresa opera no dia a dia ajuda a explicar essas diferenças. O atendimento presencial continua sendo a espinha dorsal do comércio e dos serviços no Brasil, com variações conforme o porte.
Entre as médias e grandes empresas, há equilíbrio entre o modelo apenas físico (45%) e o híbrido — físico e online — também com 45%, enquanto a atuação exclusivamente virtual é quase inexistente (0,5%). Já entre os microempreendedores individuais, o ponto físico é o modelo mais adotado (43%), mas a operação híbrida já chega a 31%, e os MEIs são os que mais se destacam no modelo exclusivamente online (17%).
Fonte: Com informações de Agência Sebrae