Golpes contra MEIs estão aumentando - saiba quais são os mais comuns e como se proteger
Postada em : 13/01/2026
O número de golpes direcionados a Microempreendedores Individuais (MEIs) tem crescido de forma preocupante nos últimos anos. Com a popularização do WhatsApp, do e-mail e de serviços digitais, criminosos passaram a explorar a falta de informação e a rotina corrida de quem empreende sozinho.
Muitos desses golpes parecem comunicações oficiais, usam linguagem técnica e criam um falso senso de urgência — o que leva o MEI a agir sem conferir a veracidade da informação.
Neste artigo, você vai entender quais são os principais golpes aplicados contra MEIs e como se proteger de forma prática.
Por que os MEIs são alvos frequentes?
O MEI costuma cuidar sozinho de todas as áreas do negócio: vendas, financeiro, obrigações fiscais e atendimento ao cliente. Isso cria dois cenários ideais para golpistas:
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Falta de tempo para conferir mensagens e cobranças
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Pouco conhecimento técnico sobre obrigações fiscais e burocráticas
Além disso, dados públicos do CNPJ podem ser usados por criminosos para criar abordagens mais convincentes.
Principais golpes aplicados contra MEIs
1. Cobrança falsa do DAS-MEI
Esse é um dos golpes mais comuns. O MEI recebe mensagens por e-mail, WhatsApp ou SMS informando sobre DAS em atraso, com links para pagamento imediato.
Os criminosos costumam:
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Usar logotipos parecidos com os do governo
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Criar boletos com valores baixos para não levantar suspeita
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Alegar bloqueio do CNPJ em caso de não pagamento
👉 Atenção: o DAS-MEI só deve ser emitido pelo Portal do Empreendedor, App MEI ou pelo site da Receita Federal.
2. Golpe do sindicato ou associação obrigatória
O MEI recebe uma cobrança afirmando que precisa pagar uma taxa sindical ou associativa para manter o CNPJ regular.
Essa cobrança não é obrigatória para MEIs. Qualquer taxa nesse sentido só deve ser paga se o empreendedor tiver aderido voluntariamente a alguma entidade.
3. Ofertas de empréstimos fáceis
Mensagens prometendo crédito rápido, sem análise, com juros muito baixos, são outro alerta clássico.
Normalmente, o golpe envolve:
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Pedido de pagamento antecipado
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Solicitação de dados pessoais ou bancários
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Pressão para fechar o “contrato” rapidamente
Instituições sérias não exigem pagamento antecipado para liberar empréstimos.
4. Golpe da formalização ou regularização
Criminosos criam sites ou perfis se passando por empresas especializadas em abertura ou regularização de MEI, cobrando valores altos por serviços que muitas vezes são gratuitos.
Em alguns casos, o MEI já está regular, mas é induzido a pagar por algo desnecessário.
Como o MEI pode se proteger desses golpes?
Algumas atitudes simples reduzem drasticamente o risco:
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Desconfie de mensagens com tom urgente
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Nunca clique em links recebidos por WhatsApp ou e-mail sem verificar a origem
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Sempre consulte os canais oficiais do governo
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Evite pagar boletos sem confirmar a procedência
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Conte com o apoio de um contador ou profissional de confiança
Ter acompanhamento contábil não serve apenas para cumprir obrigações, mas também para evitar prejuízos desnecessários.
Informação é a melhor defesa
Golpistas se aproveitam da desinformação. Quanto mais o MEI entende sobre suas obrigações e direitos, menor a chance de cair em armadilhas.
Se algo parecer estranho, pare, verifique e confirme antes de tomar qualquer decisão. Na dúvida, não pague e busque orientação.
Empreender já tem desafios suficientes — cair em golpes não precisa ser mais um deles.
Fonte: Com informações da Agência Sebrae de Notícias