Brasil ganha 3 milhões de empresas com CNPJ em dez anos e formalização cresce sete vezes


Postada em : 10/09/2026

Brasil ganha 3 milhões de empresas com CNPJ em dez anos e formalização cresce sete vezes

O empreendedorismo formal avançou no Brasil cerca de sete vezes mais rápido que o informal na última década, entre 2015 e 2025. No período, o total de empresas com CNPJ subiu 41%, passando de 7,45 milhões para 10,5 milhões de negócios formais. Já a atividade informal cresceu 6%, de 18,6 milhões para 19,7 milhões.

Os números constam da pesquisa “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Sebrae. O estudo indica que empreender virou uma escolha mais planejada e estável, e não uma saída temporária: no 4º trimestre de 2025, 76% dos empreendedores informais já estavam à frente do próprio negócio havia dois anos ou mais.

Entre os formalizados, o índice sobe para 88% com mais de dois anos de atividade. Iniciantes com menos de um mês de atuação representavam apenas 3% dos informais e 0,5% dos formais, o que reforça a busca por uma ocupação de longo prazo. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o levantamento confirma a importância de aprimorar o ambiente de negócios da economia brasileira.

“O Simples Nacional foi um marco no empreendedorismo no Brasil. A partir dele, e com os aprimoramentos que foram feitos ao longo dos últimos anos, abrir o próprio negócio tornou-se uma atividade mais atrativa e bem menos desafiadora. Com isso, cada vez mais empreendedores decidem abrir sua empresa por oportunidade, e não por necessidade”, afirmou Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.

Perfil do empreendedor

Os donos de negócios informais são majoritariamente homens (67%) e pessoas negras (60%), enquanto no segmento formal há maior presença de pessoas brancas (60,5%). O envelhecimento da população também aparece nos dados: a faixa de 60 anos ou mais registrou o maior avanço na informalidade, de 12% para 16% em dez anos, alta de 4 pontos percentuais.

Mais da metade dos donos de negócio sem CNPJ (54%) é chefe de família, o que coloca o empreendimento informal como principal fonte de sustento do domicílio. A maioria dos informais (60%) trabalha sem local fixo, atuando em casa ou onde o cliente determina, e 80% não fazem qualquer contribuição para a Previdência Social.

Na carga horária, o informal dedica em média 36 horas semanais ao negócio principal, sete horas menos que os formais. O resultado reflete o predomínio do trabalho por conta própria, situação de 96% dos informais, em lugar de empreendimentos que geram postos de trabalho.

Fonte: Com informações de Agência Sebrae