Apoio à economia criativa transforma talento em negócios que geram renda
Postada em : 04/08/2026
Por muitas vezes não se reconhecerem como empreendedores, artistas, músicos, estilistas, ilustradores e até desenvolvedores de games — profissionais da chamada economia criativa — enfrentam dificuldades para transformar seu ofício em um negócio sustentável.
Na produção musical, por exemplo, há uma desigualdade estrutural visível. Quase 50% do mercado é formado por artistas independentes, e o profissional da música autoral costuma ser um empreendedor multitarefa — o artista-gestor, que acumula as funções de criação, produção, marketing e administração financeira.
Diante desse cenário, o Sebrae-SP, com apoio do Sebrae Nacional, lançou o Polo de Referência em Economia Criativa "Crie Sebrae". A iniciativa busca fomentar a criatividade aplicada ao empreendedorismo por meio de mentorias individuais, cursos, orientações coletivas, consultorias e fóruns para gestores públicos, apoiando a implementação de políticas de incentivo à cultura, como as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
“O Polo de Economia Criativa veio contribuir para a realização dos sonhos desses empreendedores”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, que destaca que o setor representa quase 4% do PIB brasileiro.
Inicialmente focado em audiovisual, moda e games, o programa já registra mais de 5 mil empreendedores atendidos, mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização e impacto superior a R$ 60 milhões em potencial de negócios apenas entre 2024 e 2025.
“O Brasil tem grandes talentos na produção de jogos. E o Sebrae me deu a oportunidade de participar de eventos do setor, como expositor e palestrante”, conta o desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima, que esteve na Gamescom, principal evento da indústria de jogos virtuais, a convite do Sebrae.
Parceria com as Fábricas de Cultura
O alcance do "Crie Sebrae" foi ampliado pela parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo, que preparam aprendizes para empreender no universo "maker". “É uma política pública que pode ser replicada em todo o Brasil, ajudando aqueles que mais precisam”, diz Nelson Hervey Costa, diretor-superintendente do Sebrae-SP.
Representantes do programa visitaram a Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo, administrada pela Organização Social Catavento, que oferece à população de baixa renda programação cultural gratuita e ferramentas de profissionalização. “A ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de estudar e tenham futuro na área da cultura”, afirma Aline Canciani, diretora de formação, segundo quem cerca de 150 mil pessoas são atendidas por ano apenas nessa unidade.
Ao todo, são 16 unidades semelhantes — 10 na capital paulista e outras seis na região metropolitana e na Baixada Santista. Ao fim da visita, o presidente do Sebrae reforçou a importância de apoiar os talentos formados nas fábricas de cultura para que possam empreender e ter acesso a uma renda digna.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae